Olá, eu sou a Dra. Érika Loures, médica gastroenterologista, e hoje vamos conversar sobre um problema que afeta milhões de pessoas: a gastrite. Se você já sentiu queimação, dor no estômago ou uma indigestão persistente, este artigo é para você.
Muitas vezes, esses sintomas são ignorados ou tratados com soluções caseiras que apenas mascaram o problema. Meu objetivo aqui é esclarecer suas dúvidas e mostrar que, com o diagnóstico e tratamento corretos, é possível controlar a gastrite e recuperar sua qualidade de vida.

De forma simples, a gastrite é uma inflamação na mucosa do estômago. Pense na mucosa como uma barreira protetora que reveste o interior do seu estômago, defendendo-o contra o próprio ácido que ele produz para digerir os alimentos.
Quando essa barreira fica irritada e inflamada, surgem os sintomas desconfortáveis da gastrite. Ela pode ser classificada de duas formas principais:
Ela pode ser:
Nem toda dor no estômago é gastrite. E nem toda gastrite causa dor intensa.
Por isso, o diagnóstico correto é essencial.
Os sintomas podem variar de intensidade e frequência. Alguns pacientes têm queimação diária. Outros apresentam apenas desconforto eventual.
Os sinais mais comuns são:
Em casos mais graves, podem ocorrer:
Esses sinais exigem avaliação médica imediata.

Entender a causa da gastrite é o primeiro passo para um tratamento eficaz. A inflamação não acontece por acaso. Abaixo, listei os fatores mais comuns que atendo aqui no consultório:

Esse é um termo muito popular.
Do ponto de vista médico, o que ocorre é que estresse e ansiedade aumentam a produção de ácido gástrico e alteram a sensibilidade do estômago.
Isso pode piorar sintomas já existentes ou desencadear dor mesmo sem lesão significativa na mucosa.
Por isso, o tratamento muitas vezes precisa ser global, envolvendo alimentação, controle do estresse e, em alguns casos, medicação. Cuidar da saúde mental é também uma forma de cuidar do seu estômago.
Muitas pessoas tomam remédio por conta própria sem investigação adequada.
O diagnóstico pode envolver:
A endoscopia permite visualizar diretamente a mucosa do estômago e identificar inflamação, erosões ou úlceras.
Além disso, possibilita a realização de biópsia quando necessário.
A endoscopia é indicada principalmente quando há:
Pacientes acima de 40–45 anos com sintomas recorrentes também devem ser avaliados com mais atenção.
Essa é uma dúvida frequente.
A maioria das gastrites não evolui para câncer.
No entanto, alguns tipos específicos, como a gastrite atrófica associada ao Helicobacter pylori, podem aumentar o risco ao longo dos anos.
Por isso, o acompanhamento com gastroenterologista é fundamental, especialmente nos casos crônicos.
O tratamento da gastrite depende diretamente da sua causa. Não existe uma “fórmula mágica” que sirva para todos. O plano terapêutico é sempre individualizado.

Ajustar a dieta é crucial para aliviar os sintomas e permitir que seu estômago se recupere. Recomendo as seguintes práticas:
Essa é uma prática comum.
Porém, o uso prolongado sem acompanhamento médico pode:
O tratamento deve sempre ser orientado por especialista.
Você deve buscar avaliação especializada se apresentar:
Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples costuma ser o tratamento.
Cada dor abdominal tem uma história.
Nem tudo é gastrite.
Pode ser refluxo, úlcera, intolerância alimentar, dispepsia funcional ou outra condição que exige abordagem específica.
A consulta especializada permite:
No consultório, realizo avaliação detalhada, solicitação criteriosa de exames e acompanhamento próximo, com foco na melhora dos sintomas e qualidade de vida.
A gastrite é comum.
Mas não deve ser banalizada.
Sintomas recorrentes merecem investigação.
O tratamento correto não é apenas tomar um antiácido. É entender a causa e agir sobre ela.
Se você apresenta dor, queimação ou desconforto gástrico frequente, procure avaliação especializada.
Cuidar do estômago é cuidar da sua saúde como um todo.
Agende sua consulta e tenha um plano de tratamento individualizado, seguro e baseado em evidências.